Vazão 10.8 A última gota de morfina

de Diógenes Moura

Páginas: 104

Formato: 15 x 21 cm

Papel Pólen 90 g/m2

 Em seu primeiro romance, Diógenes Moura evoca fragmentos da vida de sua única irmã, vítima de um câncer fulminante, seus familiares e das cidades em que morou, em tons impressionistas, extraordinários e memorialísticos.

Numa tessitura de vestígios da vida da personagem principal – desde sua partida junto com a família de Recife para Salvador, quando tinha onze anos, passando pelo dia em que conheceu seu primeiro companheiro, pai dos seus três filhos, sua volta à Recife, até a descoberta do câncer de pâncreas que a mataria seis meses depois –, tudo é urdido com tonalidades impressionistas em que os contornos das memórias rememoradas ficam embaralhados entre tempo e espaço. Tudo transborda num prosa poética e extraordinária em que a realidade cede à invenção, ao onírico e fabular, mesmo que se apresente também com seus dramas vividos.

Uma literatura que não obedece demarcações de gênero, já que aglutina no mesmo livro da poesia ao conto, passando pela crônica e pelo ensaio. Seus livros (nove ao todo), incluindo o primeiro romance, logram no campo da experimentação, da coragem e originalidade na abordagem dos temas, na busca por uma dicção própria, pelos traços de narrativas concisas, sem apego às descrições realistas tão em voga na literatura brasileira contemporânea.

 Sobre o autor

 Diógenes Moura é escritor, curador de fotografia, roteirista e editor independente. Nasceu na Rua do Lima, em Recife, Pernambuco. Morou durante 17 anos em Salvador, na Bahia, onde fez parte da equipe que fundou a  TV Educativa da Bahia. Desde 1989, vive em São Paulo, no bairro dos Campos Elíseos.

Foi curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de 1993 a 2013, realizando mais de uma centena de exposições e contribuindo de forma decisiva para a constituição do acervo fotográfico da instituição. Escreve desde os doze anos. Seu primeiro livro, Mingau de Almas ou O Traço Fixo da Loucura (1982), foi publicado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia. Depois viriam Tire a Cadeira da Chuva (1986), Elásticos Chineses (1998), Drão de Roma – Dezembro Caiu (2006), Ficção Interrompida (Ateliê, 2010), premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte e finalista do Jabuti de Literatura em 2011, Fulana Despedaçou o Verso (Terra Virgem, 2014), O Livro dos Monólogos – Recuperação para ouvir objetos (Vento Leste, 2018), O Antiacarajé Atômico – Dias Pandêmicos (Selo Exu de Dentro, Edição do Autor, 2020) e VAZÃO 10.8 – A última gota de morfina (Vento Leste, 2021).




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