MAGNA

Cristiano Xavier

Prefácio de Matthew Shirts

Texto final de Eduardo Gontijo 

Compondo uma sequência impactante e de rica diversidade, com cores, relevos, texturas e fenômenos naturais retratados em florestas, montanhas, desertos, ilhas e praias de mais de dez países, as fotografias de Cristiano Xavier fogem deliberadamente dos planos gerais para criar recortes significativos e raramente vistos. Ora singelos, como a composição aleatória de folhas mortas no Zion National Park, em Utah, Estados Unidos, ora grandiosos, como a visão da Via Láctea no céu do sertão mineiro, extraem da natureza toda a sua plasticidade, revelando intrincados jogos de luz e sombra sobre o deserto e rochas que parecem matéria recém esculpida.

Ao traduzir em imagens uma relação profunda, marcada pelo silêncio e pela contemplação solitária, MAGNA deixa entrever um tempo e uma história que transcendem nossa compreensão imediata, remetendo às origens remotas do planeta, antes do surgimento do homem. Como nota, em seu prefácio, o jornalista Matthew Shirts, “Aqui o mundo é sem ninguém. Não há gente nestas fotografias. A natureza é primordial, em gênese e importância. O tempo é o geológico, no limite do que somos capazes de entender. Não é o infinito, mas é próximo”.

Páginas: 156

Impresso em papel italiano Garda

Formato: 30 x 37 cm

5 folders de 1m20

 

Cristiano Xavier

A ligação do fotógrafo com a natureza vem de longe: campos, matas e serras sempre foram seu abrigo, os ambientes onde pacificava os pensamentos. A sensação de bem-estar que vivia nas viagens e pescarias com os pais aos sítios e fazendas da infância, ao redor de Belo Horizonte, onde nasceu, perpetuou-se, já na vida adulta, no hábito arraigado de fazer trilhas e caminhadas nos finais de semana para contemplar a natureza e descansar das aflições e responsabilidades do dia a dia.

 A fotografia da natureza surgiu como hobby. Formado em odontologia, começa a levar a câmera que adquire para fotografar seus casos nas incursões a campos, praias e montanhas, no fim dos anos 1990. Na solidão e no silêncio desses passeios, descobre um campo fértil para sua criatividade. Mergulhando na pesquisa, aprende técnicas como o light painting – a arte de fotografar no escuro –, apura o olhar e experimenta variações com equipamento analógico, que anota e analisa minuciosamente.

 Nos últimos cinco anos, a criação da agência OneLapse, com base em São Paulo, coloca Xavier à frente de expedições fotográficas que levam pequenos grupos de até 12 aficionados a lugares com paisagens deslumbrantes e de acesso difícil, criando situações propícias ao exercício e à experiência da fotografia de natureza. Envolvendo a busca de fenômenos naturais – tornados, tempestades elétricas, arco-íris – e de condições meteorológicas e de luz ideais, o projeto garantiu ao fotógrafo uma oportunidade inédita de explorar alguns dos ambientes naturais mais cultuados ao redor do globo, da Patagônia ao Himalaia, da Namíbia ao Canadá, do sertão mineiro às montanhas do Irã, dos desertos norte-americanos à imensidão gelada da Islândia.

 




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